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quinta-feira, dezembro 08, 2005

Duas coisas

Tenho duas coisas para contar:

A primeira: estou escrevendo uma história que, como eu, não pediu para nascer. Causa-me muito sofrimento e não quero aqui ficar lamentando nada. O fato é que a coisa desembestou mais do que imaginei. Pensava em acabar logo isso, receber as críticas boas ou ruins, publicar ou não, sei lá... E, logo em seguida, outra idéia me aborda e eu fico puto! Porra, já estão me encomendando coisas? Por que não encomendam logo um caixão?


Segunda coisa! Essa tem a ver com o que estou escrevendo. Veja o texto abaixo:


PARE DE COMER OS ANIMAIS!

A carne ou o peixe não são produtos banais: são pedaços de um ser que foi sensível, sofreu, sentiu dores, alegrias. Pedaços de um animal que foi morto por uma questão banal, inteiramente evitável: simplesmente para o nosso alimento.

Porque consideramos que a vida de um animal, o que este sente, seus desejos, seus medos, não têm importância? É ele tão desprezível que mereça que nós lhe tiremos o único bem que ele possui (sua vida), pelo prazer de uma simples refeição?

Por que tão pouca consideração? Freqüentemente as pessoas respondem: ora, os animais são irracionais, eles não são livres, foram feitos para isso... Essas razões são plausíveis? Por acaso devemos tratar os seres humanos diferentemente, segundo o grau da inteligência que possuam? Idiotas, autistas, gênios devem ter direitos diferentes? Por que há tantas formas de moral? Uma moral de igualdade para os humanos e uma outra forma de moral (meritocrática) para os outros seres?

Devemos levar em consideração os interesses dos animais assim como levamos em conta os nossos. Devemos dar tanta importância a suas vidas, a seus sofrimentos, a suas alegrias, assim como damos aos nossos. Os argumentos utilizados para legitimar aos nossos olhos os sofrimentos que lhes causamos são indefensáveis.

Maltratá-los é injusto, exatamente porque é injusto maltratar os humanos,as razões são as mesmas: porque isto lhes faz sofrer e/ou lhes tira a vida. É necessário determos a carnificina atual: é tão mais urgente quanto o número de vítmas é pavoroso. Mais de um bilhão de animais vertebrados terrestres (bezerros, galinhas, porcos, etc) são massacrados por ano para serem comidos apenas pelos franceses; assim como dezenas de milhares de peixes que também sofrem intensamente em criações de peixe ou durante a pesca. Se cada animal pudesse gritar antes de ser morto, o planeta terra vibraria com o estrondo de gritos incessantes e pavorosos que viriam de todos os lugares.

As prateleiras dos açougues e das peixarias expõem uma vasta carnificina que nós encontramos, de modo mais íntimo, ao longo de nossas refeições diárias, e no estômago de 98,5% da população (os 1,5% restantes já decidiram não mais comer carne nem peixe e, desta forma, não participar mais do massacre).

Este desprezo assassino não é justo. Somente através de um ato de violência podemos decidir que aqueles que não são de nossa espécie são insignificantes. Trata-se de uma forma de discriminação tão arbitrária quanto o racismo e que se chama ‘especismo’: discriminação fundamentada na espécie dos indivíduos, e que visa nos dar o direito de explorar outros seres que não façam parte da espécie ‘superior’. Assim como o racismo se fundamenta na discriminação feita a partir da raça (contra aqueles que não pertençam à raça superior)...

Reflita sobre o que você faz, reflita sobre as conseqüências dos seus atos! A moral atual, especista, estabelece que os interesses vitais de um animal nada são perto do nosso mais insignificante interesse. Isto é justificável ? Defensível? E se não o é, você pode continuar ? Pare com o massacre!


Anti especistas de Paris, Lyon, Bordeaux, Toulouse, Dijon, Grenoble, etc.
http://anima.animal.site.voila.fr/

Marly Winckler
Florianópolis - Brasil
www.vegetarianismo.com.br


AGORA MINHA VEZ


Eu estou prestes a escrever um artigo parecido, que valerá para o controle populacional:

Comecemos a comer humanos

Afinal, tenhamos direitos iguais para os animais e para os homens. Se comemos animais, por que não comermos homens? Por que termos leis diferentes para ambos?

Criancinha, então, de carnes tenras, devem ser uma delícia!

Huuuuummmmmm!

domingo, dezembro 04, 2005

olhar

Um anjo...

Ontem, no Delta Blues Bar, Campinas, um anjo olhou pra mim, fixamente, por uns trinta segundos... O que tanto te aflige? Nada, respondi.

Não sei o porquê de estarmos aqui conversando. Nem nós. O japonês ria nervoso, mas fazia parte da coisa, vocês eram um casal! Pretendem casar? Perguntei idiotamente. Risos? Podem rir... Eu casei, estou casado... Ridículo tudo isso. Ridícula aquela conversa... Ridículos vocês, e eu mais ainda...

Depois disso, fui embora. Era o que me restava...Mas não esqueço seu olhar em mim, por uns trinta segundos... Pensei passar despercebido... Algum filho da puta me achou... Por isso fui embora. Estava muito bom o som, tudo uma delícia! Até a bebidinha! Stonehenge ou steinhagen! Sei lá! Mas o seu olhar em mim, daquele jeito, me dissecando, descobrindo que eu não estava tão bem... Quem era você para saber dessas coisas?

Como sempre, fugi! Sou um idiota de um covarde...

Cabelos negros de personagem minha, olhando daquele jeito... Fui embora. Melhor assim!