Nada tinha a dizer.
A mesma rapidez do encontro – que eu queria
Ela proporcionou.
Rapidez eterna.
Beija-flor, com asas batendo muito rápido,
Perto de outro beija-flor…
Foi assim.
Beija-flores não se bicam,
Mas têm a prerrogativa dos beija-flores:
A doçura
A candidez santa
Os objetivos etéreos-aromáticos dos toques imperceptíveis.
Enquanto isso as asas
(Coração da gente)
Batendo mil vezes por segundo…
Tudo. Tudo para que fiquemos parados assim
No ar
A sorver o que há de mais lindo entre as pétalas
Asas de Borboleta.
Sexta-feira, Abril 21, 2006
Segunda-feira, Abril 17, 2006
Segurança Nacional
O soldado Cleber
Do blog
Bebe
Dança
Ri
E não vai embora
Dorme na rede
Perdido em casa alheia
e depois…
Do blog
Bebe
Dança
Ri
E não vai embora
Dorme na rede
Perdido em casa alheia
e depois…
Quarta-feira, Abril 05, 2006
Montador
Ontem eu montava ventiladores
Hélices, vértices, vórtices
Ferramentas sobre ferramentas
Sobretudo
As chaves!
E as chaves, levo-as comigo:
Em casa, o chuveiro
Na rua, um amigo:
As coisas montadas aqui.
Outras, em muitos lugares
– Quase todas sem terminar –
defeitos de fábrica
sabe como é, seu moço, a gente não tem controle…
Ao menos tenho as chaves
E posso tentar consertar.
E essas chaves, levo-as comigo:
No trabalho, trabalho com elas
Montando ventiladores
Hélices, vértices, vórtices
Ferramentas sobre ferramentas
Sobretudo
As chaves!
E essas chaves, levo-as comigo:
Abro os brutos ventiladores do Exército
Conserto os relógios da Estação Central
Monto e desmonto tudo
Até a mim mesmo, se preciso for.
Simplesmente por causa dessas malditas chaves!
Mas essas chaves, levo-as comigo:
Pesam no bolso, chacoalham, chateiam
Precisam de cópias e disso eu já sei!
Pois perdem-se as chaves, perco meu mundo,
Perco meu dia, perco o além.
As chaves que tenho não abrem os moinhos
Que só Dom Quixote tem.
Hélices, vértices, vórtices
Ferramentas sobre ferramentas
Sobretudo
As chaves!
E as chaves, levo-as comigo:
Em casa, o chuveiro
Na rua, um amigo:
As coisas montadas aqui.
Outras, em muitos lugares
– Quase todas sem terminar –
defeitos de fábrica
sabe como é, seu moço, a gente não tem controle…
Ao menos tenho as chaves
E posso tentar consertar.
E essas chaves, levo-as comigo:
No trabalho, trabalho com elas
Montando ventiladores
Hélices, vértices, vórtices
Ferramentas sobre ferramentas
Sobretudo
As chaves!
E essas chaves, levo-as comigo:
Abro os brutos ventiladores do Exército
Conserto os relógios da Estação Central
Monto e desmonto tudo
Até a mim mesmo, se preciso for.
Simplesmente por causa dessas malditas chaves!
Mas essas chaves, levo-as comigo:
Pesam no bolso, chacoalham, chateiam
Precisam de cópias e disso eu já sei!
Pois perdem-se as chaves, perco meu mundo,
Perco meu dia, perco o além.
As chaves que tenho não abrem os moinhos
Que só Dom Quixote tem.
Sábado, Abril 01, 2006
Sangue da madrugada
As portas estão se fechando
As pessoas estão saindo
E eu…
Sinto isso.
Não deveria estar aqui.
Mas agora é tarde!
E a bala que atiro em seu peito
Faz parte de um prazer mórbido que sinto por estar vivo.
Você morre
E eu sinto por estar vivo…
As pessoas estão saindo
E eu…
Sinto isso.
Não deveria estar aqui.
Mas agora é tarde!
E a bala que atiro em seu peito
Faz parte de um prazer mórbido que sinto por estar vivo.
Você morre
E eu sinto por estar vivo…
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