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quinta-feira, setembro 20, 2007

Um doce aroma de morte

Ler Guillermo Arriaga é conhecer um mundo diferente.
Ao mesmo tempo é ler um best seller
Ao mesmo tempo é amar você!
Amor tão lindo acontecendo
Dias Gomes ressuscitando
A vida sendo levada por intrigas
A gente, "bobinha", sendo levada pela correnteza
Dimas, Arthur Schopenhauer, Graciliano Ramos
Pessimismos todos, sensações ruins
Uma linguagem boa e tudo, o mais, no fim:
Um doce aroma de morte!

sexta-feira, setembro 14, 2007

Preconceito

O olhar asiático tem muita raça
O olho negro-vermelho dá medo
Mas os dentes brancos de todo o mundo
São portas abertas de simplicidade
Alegria que há muito se perdeu…
Alegria que vai além do branco
Além dos dentes
Além dos olhos
Além de tudo
Está na boca escancarada
Que gargalha do mundo
Sem dentes, sem cor, sem nada

Sem mim

Gargalhada!

quinta-feira, setembro 06, 2007

PUNHETA II

Deixa eu tentar explicar. As punhetas que se tocam “em homenagem” a “A”, “B” ou “C” não são, efetivamente, tocadas com o pensamento no ato sexual com tais pessoas. Imagina-se a boca, a pele, a temperatura das entranhas. Imagina-se e é só. Se a pessoa “homenageada” aparecer dizendo “vem”, eu não vou! Porque a boca, a pele e a temperatura não vão condizer com a expectativa. Portanto, “homenagear” alguém é uma forma de condenar essa pessoa a nunca mais fazer sexo com você. Se ela quiser, você “amarela”, entende?

O que estou tentando dizer é que fazer uma “homenagem”, numa punheta, não é o mesmo que “desejar”. Quando toco uma punheta pensando num boquete da Angelina Jolie, por exemplo, não é que eu a queira aqui, agora, fazendo isso. Ainda mais porque não sei se sua pele, seu cheiro e sua temperatura vão me agradar. Só quero dela a imagem de sua boca subindo e descendo e lambendo e mais nada. O mesmo acontece em um filme pornográfico. Não queremos aquelas mulheres, mas suas representações. Quem não consegue separar essas coisas corre um sério risco: fazer de suas amadas não-pessoas, mas objetos de prazer. Seria como casar-se com um vibrador.

Essa talvez seja a diferença entre transar e fazer amor. Transar, sim, pode ser com qualquer um ou com qualquer coisa: uma pessoa, um vibrador, uma bananeira, um touro, uma vaquinha… A gente pensa na Angelina Jolie e põe o pinto nos beiços de um bode. E goza! Para isto servem as angelinas: para comermos de olhos fechados.

Mas o nosso amor, não! Quando fazemos amor, curtimos o corpo do outro, seja ele como for. Não importa o padrão de beleza, mas tudo o que sentimos. Quando fazemos amor, não é o corpo do outro que tocamos, mas a sua alma. Cada pequeno toque é cheio de energia capaz de fazer estremecer o mundo! E não se trata de exagero o que estou a dizer: experimente tocar em uma mulher pensando exclusivamente nela, porque só ela é o amor da sua vida… Ponha todo o universo de sua alma nas pontas dos seus dedos e perceberá que, dessa forma, conseguirá tocar na alma dessa mulher. Dispa-se de suas fantasias e seja completamente você mesmo dentro dela e ela saberá que você, inteiro, está ali, e os dois perderão os limites – onde começa um e termina o outro?

Quando isso acontecer, pode ter certeza: vocês fizeram amor!

25/08/2007

Não me chame para coisas rígidas
A ponte é pênsil
Apesar do poço profundo...

Quem não quer arriscar
Que se atire!