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quarta-feira, janeiro 09, 2008

A nêspera e a véspera

A minha véspera
É como a nêspera
Fruta que odeio
Só porque você gosta
No dia que chega
Acaba
Que tudo bem
Eu chupo, você chupa
E ficamos satisfeitos
Com esse olhar de dor
A alma naquela paz:
“A vida é assim mesmo”
Como se “assim mesmo”
Fosse capaz de completar nosso espírito
Tão incompletos ficamos
Enquanto tudo na paz
Acontece.

18/12/2007

Enquanto você está aqui embaixo
Lá em cima tem gente passando
E deixando marca no céu.

Lendo Grande Sertão assim
Veredas
É uma espécie de Bíblia aberta
Na madrugada dos Salmos
Reverberada
Em latidos de cães
Em paradas de táxis
Em gente que vai-e-vem
No Sol que custa a chegar!

26/12/2007

Tudo vai num desespero
Eu não sei mais o que fazer
Porque eu não sei mais quem eu sou
Meu encontro comigo mesmo
Me dá medo e alegria
Porque é um encontro de amor…
Apesar de escrever versos
Não sou poeta – sou sozinho.
Minhas frases são curtas
E a vida…
Longa, muito longa…

26/12/07­