Pesquisar este blog

Carregando...

Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011

Tinta complica restauro de painéis de Portinari



Estive no Rio de Janeiro e, dentre as dezenas de atividades culturais das quais eu queria participar, fui à exposição dos painéis de Portinari no Teatro Municipal. Nunca havia entrado ali e foi ótima a oportunidade, pois houve (e ainda há) um trabalho imenso de restauração. A sensação é entrar em um prédio novíssimo, mas com o gosto e a moda das primeiras décadas do século XX. Os painéis ocupavam todo o palco e o público pode passar bem próximo. Estão no Brasil para restauração e li, na quinta-feira (2.fev.2011) que foi a pigmentação feita pelo próprio artista que acelerou o surgimento de imperfeições. Pelo que estava escrito na reportagem, “a tinta utilizada na década de 1950  ainda não secou totalmente! Em vez de comprar tinta industrializada, resolveu produzi-la em seu próprio ateliê por razões econômicas (como sempre!). Os técnicos em restauração dizem que das duas, uma: ou Portinari utilizou em excesso um tipo de resina para diluir a tinta, ou... (causa mais provável, conhecendo a malandragem), as tintas, vindas a granel da Inglaterra, foram misturadas a uma quantidade maior de óleo pelo revendedor em São Paulo, para aumentar o volume.
Apesar das “razões econômicas”, Portinari não deixou de ser Portinari. Por que se insite na arte? Tenho pra mim, às vezes, que isso é um tipo de doença. Mas... Quem não é doido?

0 comentários: