Pesquisar este blog

segunda-feira, março 28, 2011

Novo Blog da Maria Betânia

Gostei do novo blog poético da Maria Betânia.... Assista abaixo:

Mais Elizabeth Taylor

Segundo Veríssimo, ontem, no filme "Um Lugar ao Sol": Não há outro caso - com exceção, talvez, da primeira visão de Rita Hayworth em "Gilda" - de uma entrada em cena com a dela [Elizabeth Taylor] na história do cinema.
O pior é que o filme passou ontem no TCM e eu não consegui ver.

A overdose dos games

     Esse é o título da matéria publicada na Folha de S. Paulo de domingo, na Ilustríssima, assinada por Diógenes Muniz. Inicia-se com um jogo instalado no banheiro do metrô de Tóquio e chama-se "toylet". Você mija e faz pontos. O objetivo deve ser fazer o sujeito não mijar fora do local estipulado.
     O livro lançado recentemente sobre o assunto: "Reality is Broken", de Jane McGonigal é, segundo o articulista, um manifesto tecnoutópico. Realmente, mais adiante, ele nos mostra uma forçação de barra na argumentação da autora. Segundo ela e alguns defensores da ideia, estamos passando por uma revolução que estão chamando por aqui de "gamificação". "A humanidade está saindo da vida para entrar no jogo", diz McGonigal em seu livro.
      Pela terceira vez nesta semana escuto falar no jogo "Angry Birds", como a nova sensação do Ipad. Será que aquela fila para comprar o aparelho era de viciados em jogos? Nessa história de games, os dados são realmente surpreendentes: há um filme chamado "Scott Pilgrim contra o mundo" que é um jogo. No final do filme, o rival explode numa chuva de moedas de ouro, como nos jogos do Mário Bros.  Além disso, nenhum filme, livro ou CD superou a marca de 1bilhão de reais em cinco dias do game "Call of Duty: black ops". Segundo a matéria, a maior bilheteria da história do cinema na mesma época do lançamento do jogo, "Crepúsculo", arrecadou, nos primeiros 3 dias, apenas 232 milhões de reais.
     Outra coisa interessante foi a citação de uma "filósofa digital" (Amber Case, 24), também denominada "antropóloga ciborgue". Leia a entrevista clidando aqui
     Guardarei esse nome, William Kist, especialista em educação na universidade de Kent State, Ohio. Escreveu algo sobre "a sala de aula conectada socialmente: lecionando na era das novas mídias".

A reportagem completa você lê clicando aqui.

domingo, março 27, 2011

Ipad 2

Outra foto que ficou marcada no dia de hoje: a fila para comprar o Ipad 2... Ora, é uma espécie de telefone celular gigante, ou um computador que tem só tela... Há essa necessidade toda desse aparelho? Não entendo essas filas. Por que querem tanto um aparelho assim dessa forma, tão rapidamente, com tanta urgência? Eu só queria um pouquinho mais de tempo de sobra para poder ler meus livros e escrever minhas histórias... Abaixo duas fotos que saíram nos jornais de hoje.


sábado, março 26, 2011

LIVROS

Livros que pareceram interessantíssimos:
Fernando Pessoa, uma (quase) autobiografia, de José Paulo Cavalcanti Filho.
e
Raiva, romance de um escritor argentino, Sérgio Bizzio.

Veja as matérias que saíram na Ilustrada de hoje (26/3/2011):

Vouyerismo sedutor conduz "Raiva"

Em seu primeiro livro, cineasta argentino Sergio Bizzio progressivamente descamba para o delírio

JOCA REINERS TERRON
ESPECIAL PARA A FOLHA

A ficção argentina tem se afastado de seu paradigma mais conhecido, a literatura fantástica, o que bem comprova "Raiva", primeiro romance de Sergio Bizzio (Villa Ramallo, 1956) a ser lançado no Brasil.
A produção literária do cineasta e roteirista (sua história "XXY", dirigida pela mulher, Lucía Puenzo, obteve repercussão por aqui) tem sido prolífica, remetendo-a nesse aspecto e em outros à proverbial graforréia do compatriota César Aira ("Coronel Pringles", 1949).
Os livros deste, além da prolificidade, quase sempre são calçados no absurdo contemporâneo.
Com Bizzio não é diferente, partindo em seus enredos de situações realistas bastante reconhecíveis para progressivamente descambar no delírio.
Em "Reality" (2007), por exemplo, um reality show é invadido por terroristas islâmicos. Contudo, e por exigência dos criminosos, o programa continua no ar.
Desse modo, em movimento inesperado, a realidade contamina com violência o absurdo midiático de exposição pública da intimidade.
Em "Raiva", algo semelhante ocorre: primeiro, o pedreiro José María e a doméstica Rosa se apaixonam.
Agressivo, José María espanca quem dela se aproximar, como o filho do síndico de um prédio vizinho à mansão onde Rosa trabalha.
Ele perde o emprego após ser denunciado, mas assassina o capataz.
Alheia a isso, Rosa continua a recebê-lo no emprego, aproveitando viagem dos patrões. Certa noite, porém, eles voltam desavisadamente. Obrigado a se esconder no sótão, José María permanece na mansão sem que ninguém o saiba.

AMBIGUIDADES ÍNTIMAS
Aí tem início um sedutor jogo de voyeurismo que envolve o leitor, levando-o a avançar páginas em busca do desenlace.
María é subitamente aprisionado à vida secreta dos personagens da casa ao mesmo tempo que transforma sua relação anterior com Rosa em algo que não pode contar com sua intervenção.
Ele usa do telefone para falar com a namorada, mas não tem meios, ou quiçá o direito, de alterar o destino dela, descobrindo assim ambiguidades de sua face íntima, assim como de todos os outros moradores da casa.
De forte base irrealista, a ficção argentina moderna originada em Macedonio Fernández (1874-1952) e perpetrada por Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e muitos outros, tornou-se ilusoriamente representação metonímica de toda a literatura argentina, excluindo a vertente de ordem documental surgida no "Facundo", de Domingo Sarmiento (1811-1888), e continuada em Roberto Arlt (1900-1942).
Sergio Bizzio, assim como César Aira, representa o caminho do meio surgido nos últimos anos.

JOCA REINERS TERRON é autor de "Do Fundo do Poço Se Vê a Lua" (Companhia das Letras)


127 pessoas

Caricatura de Almada Negreiros



José Paulo Cavalcanti Filho lança primeira biografia brasileira de Fernando Pessoa , em que revela 55 novos heterônimos

MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO

José Paulo Cavalcanti Filho tinha um objetivo quando iniciou sua biografia de Fernando Pessoa (1888-1935): descobrir quem era o "homem real" por trás do grande poeta português.
Após oito anos de pesquisa, o autor e advogado pernambucano acabou deparando-se não com um, mas com 127 "Pessoas".
É esse o número de heterônimos do poeta catalogado pelo livro "Fernando Pessoa: Uma (quase) Biografia", que Cavalcanti lança agora.
As múltiplas personas de Pessoa vão muito além de Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e superam também o que pensavam os especialistas.
Cavalcanti cita no livro que, no início dos anos 1990, eram conhecidos 72 heterônimos de Pessoa. O livro acrescentou 55.
O conceito de heterônimo que adotou é amplo e não se restringe à definição padrão: "nome imaginário que um criador identifica como o autor de suas obras e que apresenta tendências diferentes das desse criador".
Inclui todos os nomes, tendo estilo próprio ou não, com os quais o poeta assinou seus textos. A decisão pode ser contestada, mas a intenção de Cavalcanti nunca foi fazer uma biografia convencional.
As excentricidades já começam pelo subtítulo: "Uma (quase) Autobiografia".
O autor refere-se ao trabalho como o "livro que escrevi com meu amigo Pessoa".
A "amizade" é das mais antigas. Começou em 1966, quando Cavalcanti leu "Tabacaria", um dos principais poemas do autor.
A partir daí, viria a montar umas das principais coleções sobre vida e obra de Pessoa.
O poeta deixou mais de 30 mil páginas com anotações sobre si mesmo, literatura, família e fatos cotidianos.
Cavalcanti usou tantos trechos que chega a dizer que seu livro tem "mais frases de Pessoa do que minhas".
"Mas não se trata", explica, "de Pessoa falando sobre si, é a palavra de Pessoa falando sobre ele. Ou melhor: é o que quero dizer, mas por palavras dele".
Cavalcanti foi ainda além: para dar unidade estilística ao texto, tentou escrever como Pessoa.
Reduziu os adjetivos e adotou outro hábito dele: o uso, em média, de três vírgulas antes de um ponto final.

SEM IMAGINAÇÃO
Durante a pesquisa, Cavalcanti foi até quatro vezes por ano a Portugal. Leu centenas de documentos e entrevistou parentes e pessoas que conviveram com Pessoa.
Dessas andanças, saiu com a certeza de que o poeta é o autor "menos imaginativo" que existe.
"Tudo o que escreveu estava realmente à volta dele. Não tinha nada inventado."
Como exemplo, cita "Tabacaria". O poema menciona cinco personagens e Cavalcanti revela que todos realmente existiram e eram próximos do poeta.
Quando se trata de Pessoa, contudo, nem tudo é claro. "Sabes quem sou eu? Eu não sei", já advertia o poeta.
Sobre sua vida sexual ainda paira uma imensa dúvida. Teria sido gay? Cavalcanti acha que sim, embora não existam provas.
Também não há certeza sobre se teria ou não transado com Ophelia, seu mais conhecido relacionamento (Cavalcanti pensa que não foram além de beijos ardentes e leves toques nos seios).
Cultivar mistérios, ao que parece, fazia parte do estilo de Pessoa, e isso também Cavalcanti tentou incorporar.
O poeta tinha por hábito, diz o biógrafo, embaralhar as datas. O heterônimo Alberto Caeiro, por exemplo, morreu em 1915, mas há textos datados de 1930 atribuídos a ele.
No prefácio do livro, Cavalcanti também colocou uma data futura: 13/6/2011. Dupla homenagem, já que Pessoa nasceu nesse dia, em 1888.

Elizabeth Taylor

TCM, hoje, começa a passar os filmes com a atriz. Pretendo assistir ao de 22h: "Gata em teto de zinco"(Barracão de zinco do Orestes me seguindo. rsrs) e 0h05min: "De repente, no último verão".

Buzz Lightyear no Japão

Imagem que apareceu no jornal Correio Popular de hoje e ficou martelando na minha cabeça...

Chinelinho nerd de Harvard

Eu gostei do chinelo da sorte do Zuckerberg. Gosto de sandálias assim, pois são boas para usar com meias no inverno. Hehehehe.

EINE KLEINE NACHTMUSIC

Uma "pequena serenata noturna", a tradução. Tenho escutado "serenata" de Orestes Barbosa e li outro dia, na coluna de Rubem Alves, uma citação a essa composição de Mozart dizendo haver ali uma beleza paradisíaca. Essa música seria um delicioso brinquedo com os sons. Melodia bastante conhecida, mas que a gente nunca lembra o nome. Abaixo o que encontrei no youtube: interessante ver com os olhos dos músicos que acompanham as partituras.