Em uma bela manhã de fevereiro, após presenciar uma cena terrível de sofrimento diante de uma escolha banal, escrevi o poema abaixo.
(dizem que o poema, quando explicado, perde a magia. Mas esse é desprovido de mágica mesmo).
Querendo, quero o impossível
Vivendo, sou invisível
Sem charme em agonia
Sofrendo no indizível
(entrelinhas de minha inexpressão)
Imponderável sentimento de não-poder
Amargas raízes que não ganham chão
Nenhuma profundidade
E esses ventos, meu Deus!
Os mesmos ventos do quase-sempre
A derrubar os galhos podres da minha alma.
(Campinas, 11 de fevereiro de 2010)
Quinta-feira, Maio 19, 2011
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