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quinta-feira, junho 23, 2011

domingo, junho 12, 2011

Miscelânea de leituras

Interessante o artigo de Mirian Goldenberg sobre quem foi Leila Diniz (http://hemeroteca-fauth.blogspot.com/2011/06/os-asteriscos-de-leila-diniz.html).

Mais adiante, li que Rogério Tolomei Teixeira aposentou-se do Banco do Brasil e  matou seu personagem, Rogério Skylab, com o lançamento do seu último CD (o décimo). Disse ele: não prefiro a escatologia, nem o terror, nem a piada, como muitos pensam. Prefiro a morte. Eu sempre fui um cadáver dentro da MPB. Eu, particularmente, prefiro que ele continue um cadáver (reconhecido por poucos) do que um Luan Santana da vida.

Suzana Herculano-Houzel, em seu artigo Exaustão Cerebral afirma o que eu já havia lido faz um bom tempo: uma ou duas horas de atividade cerebral intensa (uma visita a museu, por exemplo) cansam os neurônios. Fiquei pensando como devem ficar meus neurônios em quatro horas de correção de redação.

A Apple está investindo no conceito de nuvem. Meus recortes que ficavam engavetados, por exemplo, estão hoje nas nuvens, isto é, posso acessá-los de qualquer lugar do mundo. Lembro-me da época em que usávamos o programa de e-mail da Microsoft de muito sucesso: Outlook Express. Baixávamos as mensagens em nosso PC e depois só poderíamos rever em casa. Em que computador estão as minhas mensagens? Já não existe mais isso. Não há um único computador, mas uma série deles, interligados, transmitindo as informações e fazendo backup o tempo inteiro para segurança de todos. E onde, então, especificamente, estão guardadas as mensagens? Nas nuvens, meu caro. Nas nuvens! Esse é o mais novo conceito e que está sendo aproveitado por Steve Jobs, da Apple. Acho que agora ele conseguirá superar o Bill Gates, ao unir o tal Ipad e o conceito de nuvem. As informações da sua vida andarão com você para onde você for: seus amigos do facebook, seus discos em MP3, seus livros em PDF e nada mais... Só falta a casa no campo, mas nada que um aplicativo da Apple não resolva.

Sairá, em breve, um auto de João Cabral de Melo Neto inédito. "A casa de farinha". O tema parece interessante: o estranhamento das pessoas da casa de farinha porque o dono do local de repente deixa de cobrar aluguel.

Por fim, na revista VEJA desta semana, Isabela Boscov comenta o filme "Blue Valentine", mal traduzido para o português como "Namorados para sempre". Veja o comentário aqui: http://veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/cinema/namorados-para-sempre-blue-valentine/

sábado, junho 11, 2011

Central Park, NY


A primeira vez que ouvi falar no Central Park de Nova Iorque foi quando ouvia Simon & Garfunkel e fui apresentado ao LP duplo gravado ao vivo no tal parque. Jamais imaginaria que pudesse, um dia, visitar aquele lugar, mas desde então sempre pensei nele com muito carinho. Passou a ser um lugar meu.  Guardado bem dentro de mim. Quase imaginário de tão mágico. Até que um dia eu fui até lá.
Pude percorrer toda sua extensão. A pé, de bicicleta, acompanhado dos meus filhos e também sozinho. Mágica no ar. Claro que pensei no Concert in Central Park! Ficava olhando os campos gramados onde os americanos faziam seus piqueniques e imaginando em qual deles foi armado o palco. Sound of Silence na minha cabeça diversas vezes e, sempre com um sorriso na lembrança, o erro inicial quando foram cantar The Boxer. Um erro que não perdeu o ritmo nem a melodia e que passou a fazer, para mim, parte da música. Gosto mais ao vivo do que no estúdio com aquela perfeição que aprisiona a alma.
Agora, posso ouvir as músicas e ver a dupla no palco. Delicioso DVD que sempre existiu (desde 2003). O show é de 1981, e a ideia de um mundo sem celulares, tweeters, blogs faz-me imaginar que aquelas pessoas foram muito privilegiadas e algumas talvez não tivessem noção disso. Taí um momento no mundo do qual eu gostaria de ter participado.
Infelizmente não há DVD para Sá & Guarabyra (10 anos juntos), de 1982. Outro show do qual eu gostaria de ter participado.

quinta-feira, junho 09, 2011

Presidente ou presidenta?

Parente adquiriu seu feminino parenta lá pelo século XIII. Não é de agora. Agora, estamos assistindo, ao vivo, ao surgimento do feminino de presidente. Aliás, presidenta já está dicionarizada como palavra usual. Podem chorar e dizerem o que quiserem, mas a língua modifica-se aos poucos e para essa modificação não haverá mais retorno. Aceitar isso é compulsório. E não há lei que obrigue os falantes a não falarem.

Minha pitada nessa sopa.

sábado, junho 04, 2011

Mentirinha

Sinto-me travado. Totalmente travado. Parece que toda minha vida trava quando estou assim. Por mais que por fora tudo esteja dando certo como nunca deu antes, por dentro estou sem capacidade de movimentos. Vamos lá, wallace, tudo de bom pra você! E a sensação de estar jogando no lixo o que seria "tudo de bom". Nunca o que queremos estará à nossa disposição, dirão alguns. Concordo. Mas há um mínimo que exigimos: as necessidades básicas (alimentarmo-nos e defecar, urinar), e as necessidades da inteligência. Nesse ponto, nada adianta minha vida. Tentei dormir mais cedo, dormir bastante; tentei acordar bem cedo, dormir bem tarde, virar a noite; tentei tomar calmante, tomar energético, tomar cerveja... Nada adianta. Penso em fumar um cigarro, agora. Sei que não vai adiantar. O que adiantaria para mim seria começar. Mas não consigo começar. Não quero começar. Não quero escrever sobre Orestes Barbosa. O nome dele aparece em passagens de avião nos Estados Unidos, mas não é o Orestes: é o bisneto. O sangue dele corre ali. Corre aqui do meu lado e, pasmo ao lembrar-me disso: corre nas veias dos meus filhos. Aí eu travo. Aí penso que não dá para escrever. Nessa hora sou totalmente incompetente. E tenho tantas ideias interessantes para depois. Pelo menos dois romances cercam-me. Mas não começo nada sem antes sair desse impasse de Orestes. Sinto-me travado mesmo. Totalmente dependente desse romance sobre alguém que não conheci, mas de cuja família comecei a fazer parte e sobre a qual não quero dizer nada. Mas é de uma beleza tão grande o que quero contar sobre o Orestes de Chão de Estrelas que não consigo pensar nos outros romances sem antes resolver este. E não resolvo nada. E vejo os dias passando, as horas... Meus filhos amadurecendo, pessoas em volta morrendo, a vida passando e eu sabendo que minha vez está logo ali. E eu protelando, protelando o que preciso fazer... Ás vezes acho que protelar minha missão é uma forma de viver mais. Como se... ao acabar de fazer o que precisa ser feito por mim, minha hora chegará. Pretensão imensa. Como se eu significasse alguma coisa perto do tamanho dos planetas no Universo. Já recebeu aquele e-mail com o tamanho dos planetas e as frasezinhas dizendo que por ser pequeno você é um lixo? Pois é. Não consigo explicar o lixo que sou e ao mesmo tempo um Deus. Um Deus. É assim que me sinto. E é essa solidão divina que me faz sentir um verdadeiro lixo, pois eu não queria ser Deus e ter a responsabilidade dessa criação de merda. Saber-me "criatura" faz-me ter bem a consciência do que deuses são capazes.
Criador de merda, por que não vai dormir um pouco?